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Ideologia da Formação
A Sociedade
de Psicanálise da Cidade do Rio de Janeiro tem o objetivo
de congregar psicanalistas que se interessem por uma permanente
relação de troca, visando o progresso da psicanálise
e o desenvolvimento de sua capacidade clínica.
Integrando a SPCRJ, o Instituto de Formação
oferece ao associado uma via de formação teórica,
técnica e clínica, que se conjuga com a análise
individual e com a prática clínica supervisionada
por um membro credenciado para o exercício desta função.
A Formação Básica se conjuga à
Formação Permanente, em que é estimulado
o progresso e o aprimoramento constante do saber psicanalítico.
Entende-se que uma ética, certamente, norteia essa
proposição.
O currículo
do Instituto de Formação não se propõe
a um academicismo e possui um perfil eminentemente clínico.
Ele é norteado pela experiência da Sociedade
e de seus membros, sem conceder prioridade, no entanto, à
mestria de um saber, salvo a decorrente da experiência
e da maturidade dos associados, de modo a possibilitar a reunião
dos mesmos e a construção da instituição.
Neste sentido, busca-se respeitar a singularidade de cada
associado, assim como a experiência e o estilo dos psicanalistas
envolvidos na tarefa da transmissão, sendo os mesmos
considerados fatores essenciais à manutenção
das diferenças, geradoras de uma pluralidade que se
pretende preservar na SPCRJ.
O currículo
da formação não pretende ser uma síntese
do que deva ser uma formação analítica,
mas propiciar um trabalho em relação ao desenvolvimento
do saber, tanto no que se refere aos integrantes da Comunidade
Científica em geral, quanto no caso dos que se encontram
do Instituto de Formação. O objetivo da pluralidade
teórica acompanha a diversidade de pensamento de todos
os que pensaram a psicanálise desde Freud. Há,
entretanto, um cuidado na diferenciação dos
conceitos, das filiações teóricas e das
perspectivas históricas onde elas tiveram lugar, tendo
em vista uma posição ética de respeito
às diferentes tendências do pensamento psicanalítico.
O currículo encontra-se sempre em avaliação
e pode ser alterado na medida em que surjam necessidades de
mudança claramente comprovadas nas reuniões
com coordenadores e representantes de turma.
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