A formação na SPCRJ compreende dois eixos: FORMAÇÃO BÁSICA e FORMAÇÃO PERMANENTE.
FORMAÇÃO BÁSICA
Na Formação Básica são transmitidos os conceitos básicos da Teoria e da Técnica psicanalítica, em Freud, sendo trabalhada a articulação dos conceitos com a Clínica. É realizada do 1º ao 5º ano, sendo aberta apenas aos associados do Instituto de Formação de cada ano.
A Formação Básica é constituída da seguinte maneira:
Tem como objetivo trabalhar os conceitos básicos da teoria freudiana a fim de formar uma estrutura de conhecimento que permita aos associados pesquisar e pensar a teoria e a clínica de forma consistente e independente.
Temas:
Sonhos
1º. e 2º. Tópica
Pulsões: 1ª e 2ª Teorias
Narcisismo
Identificação
Complexo de Édipo
Angústia: 1ª e 2ª Teorias
Tem como objetivo trabalhar a estruturação do sujeito nas diferentes patologias a fim de proporcionar condições aos associados de pensar a clínica e de fazer articulações teórico-clínicas.
Tem como proposta partir da Teoria da Técnica para a Clínica e, assim, trabalhar os principais conceitos da técnica psicanalítica, de modo que fenômenos clínicos possam ser compreendidos e articulados com a teoria. São estudados os textos freudianos sobre técnica. Sua aplicação na clínica é trabalhada mediante a apresentação de casos clínicos pelos participantes.
Temas:
Teoria da Técnica
Prática Clínica
Tem como objetivo o estudo e a análise dos textos de Freud, ditos “de cultura”, visando enfatizar a inserção da psicanálise na cultura, a metapsicologia derivada destes textos e sua importância na prática clínica.
Temas:
Cultura em Freud
Têm como proposta partir da Clínica para a Teoria, proporcionando um espaço para a troca de experiências, dúvidas e angústias relativas às questões clínicas. São introduzidos textos teóricos a partir da discussão de casos clínicos apresentados pelos participantes. É visado um constante questionamento da teoria a partir da clínica, estimulando-se, assim, a reflexão e a criatividade teórica dos participantes.
As Oficinas Clínicas são organizadas em conjunto pelas Diretorias Técnica e Clínica, sendo formadas por pequenos grupos (máximo de 8 participantes) por se considerar que este número é o mais apropriado ao tipo de trabalho proposto.
Os grupos são coordenados pelos supervisores credenciados e por outros coordenadores habilitados, sendo constituídos pelos associados do Instituto de Formação e pelos associados que atendem na Clínica da Comunidade. Essa composição foi escolhida por se julgar que a aprendizagem e a reflexão são enriquecidas em um grupo misto, formado por associados com diferentes níveis de experiência e com diferentes tipos de clientes (consultório e clínica social).
No 1º e no 2º ano, no entanto, as Oficinas são constituídas dentro das próprias turmas, em função das características que lhes são peculiares (início do processo de integração com a Sociedade e com os colegas), formando-se, assim, 2 ou 3 Oficinas em cada ano (dependendo do número de associados que cursam cada ano).
No decorrer dos três primeiros anos do Curso de Formação, o Membro Associado deverá escolher um Supervisor da SPCRJ e, até o final do 3º ano, dar início a sua Prática Clínica Supervisionada, semanalmente, com duração, no mínimo de 2 anos de Supervisão. Nesse percurso, os conceitos teóricos e técnicos adquiridos serão articulados à pratica clínica, alicerçando, em conjunto com o Supervisor, maior compreensão do caso em estudo.
Serão considerados como Supervisão Oficial somente os períodos equivalentes a um ano , sem interrupção com o mesmo Supervisor.
O Membro Associado deve selecionar um caso de sua clínica durante o seu período de Supervisão, sobre o qual deve escrever um trabalho teórico-clínico com vistas a ser avaliado e discutido junto a um grupo de supervisores, designados para esta finalidade. Este trabalho deve ser eminentemente clínico, mas também incluir uma fundamentação teórica. O autor deve relatar a trajetória de um processo analítico, que evidencie a relação transferencial, os momentos de impasse, as resistências, os processos regressivos, as descobertas e as mudanças na economia psíquica do paciente.
FORMAÇÃO PERMANENTE
Na Formação Permanente são criados espaços de investigação não só da teoria freudiana, mas também para a escolha de áreas e tendências a serem desenvolvidas e aprofundadas a partir da base adquirida na formação básica. Esse segundo momento é denominado de permanente por ser onde e quando os membros associados, efetivos, titulares e aderentes podem continuar a investir em suas escolhas clínicas e teóricas de acordo com seu desejo.
Assim a formação permanente tem início ainda na formação básica, no Instituto (quando devem ser feitos no mínimo dois Módulos e um Núcleo de Pesquisa Teórico Clínica), mas suas atividades caracterizam-se por serem abertas a todos os membros e, eventualmente, a pessoas de fora da SPCRJ.
A Formação Permanente é constituída da seguinte maneira:
Os temas podem ser propostos livremente por coordenadores ou por associados, ficando os pré-requisitos para a participação em um Módulo a critério do coordenador do mesmo. Os Módulos devem ter a duração de 6 meses a 1 ano e sua realização fica na dependência de haver um número mínimo de inscritos.
No entanto, além desses Módulos de livre escolha temática, podem ser propostos alguns Módulos de natureza obrigatória, criados por se considerar certos temas como de importância fundamental para a formação.
Os Núcleos de Pesquisa Teórico-Clínica constituem um espaço de estudo e de pesquisa sobre as diferentes vertentes teórico-clínicas e têm o objetivo de proporcionar aos associados uma especialização e a conseqüente produção teórica em determinadas áreas. Eles se enquadram nos objetivos da Formação Permanente, por visarem capacitar os associados à pesquisa em psicanálise e ao desenvolvimento de um pensamento questionador e criativo. Cada Núcleo de Pesquisa Teórico-Clínica consiste em diferentes tipos de atividades relacionadas aos campos da teoria e da clínica.
Um Núcleo sobre uma determinada tendência do pensamento psicanalítico pode agregar, por exemplo, pessoas que querem conhecer esta teoria, pessoas que já a conhecem e que desejam aprofundar este conhecimento e, ainda, pessoas que desejam pesquisar a aplicação da teoria na clínica.
Os Núcleos de Pesquisa Teórico-Clínica compreendem três áreas:
Núcleos das Principais Tendências Psicanalíticas - vinculados a autores
Núcleo de Melanie Klein e neo-kleinianos
Núcleo de Autores que privilegiam as Relações Intersubjetivas (Ferenczi, Bion, Fairbairn, Balint, Kohut, Winnicott)
Núcleo de Lacan e pós-lacanianos
Núcleos segundo Vertentes Clínicas
Núcleo de Psicanálise de Crianças e Adolescentes
Núcleo de Casal e Família
Núcleo de Psicossomática
Núcleo de Psicose e Casos Limites
Núcleo de Toxicofilia e Compulsões
Núcleos Temáticos
São destinados a temas teórico-clínicos que não se adequarem aos outros Núcleos (como por exemplo: “Feminilidade”, “Luto”, etc.)